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VOANDO SOBRE
UM NINHO DE CUCOS

N.º 14 - Inverno de 2006

EDITORIAL

«A História já cá canta» [ver imagem das páginas]

RELATÓRIO MINORITÁRIO

Sobre os conteúdos deste número [ver imagem das páginas]

UM MAL NUNCA VEM SÓ

Os 14 números da Periférica fizeram-se com... [ver imagem das páginas]

12 INDOMÁVEIS PATIFES

Apresentação dos novos colaboradores e dos convidados [ver imagem das páginas]

JANELA INDISCRETA

«Plan», fotografias de Aneta Grzeszykowska & Jan Smaga [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

«Black Paintings», de Célia Doran [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

A OESTE NADA DE NOVO

Comentários do semestre [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

OS CANHÕES DE NAVARONE

«Portugal, apesar dos portugueses», de Rui Ângelo Araújo
[ escultura de Raquel Costa ] [ver imagem das páginas]

«A democracia em Portugal é, de facto, o mais pernicioso dos sistemas. E não esperem de mim a indulgência de acrescentar: com excepção de todos os outros. Não há excepções. Qualquer tirania apresenta enormes vantagens em relação a um sistema político que assenta na mais estúpida das ideias: dar voz ao povo português. Dar ao povo português aquilo que sempre esteve guardado para os escolhidos por Deus: poder de decisão. Poder, tout court

AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI

Fotografias de Connie Imboden [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

OS 400 GOLPES

«Moving», de Rui Bebiano [ver imagem das páginas]

«Existem uma experiência de vida e um imaginário de fuga materializados no movimento. Produzidos em redor dos espaços que distanciam as cidades, alinham-se contra o tédio, e a repetição. Pelo meio, lugares de passagem pontuam o horizonte. Aqui, além, vias rápidas, gares ou aeroportos, motos, automóveis, comboios e aviões, promovem a circulação acelerada, compelem ao movimento. Sem olharem à pele, à língua, à data marcada no B.I., viagens intermináveis, ou o seu desejo, induzem à velocidade.»

O DESPERTAR DA MENTE

«Infracções», design de Luísa Coder & José Russell [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

PULP FICTION

«Livro roubado», de Maria do Rosário Pedreira [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

«Demolição de um edifício (relato)», de Gonçalo M. Tavares [ver imagem das páginas]

«Como se destruir necessitasse de ponderação, de projecto de arquitectura negativa; demolir sem deselegâncias, sem gestos bruscos, com uma certa ciência física herdeira do murro, do empurrão, do atirar como no judo o adversário ao solo com mais perícia que força cumprindo um dever, não satisfazendo ódios. Demolir (diga-se) é um parente directo da ciência física do ódio, dessa tendência, que não se aprende na escola, para perceber que a existência é uma sucessão de duelos — ou ele ou eu, ou aquilo ou eu, ou isto ou eu. Como num filme mau, eis a realidade, tudo está claro: acabamos com as coisas para que as coisas não acabem connosco.»

«Memorial das folhas perdidas», de José Ferreira Borges [ver imagem das páginas]

«Ao longo de trinta anos mantive o ritual. Desencantar folhas esquecidas, ou voluntariamente ali deixadas, nos livros dos alfarrabistas constituiu o meu melhor exercício e o mais belo. Não vale a pena evocar tarefas profissionais, incomparáveis de tão medíocres. Tudo se iniciou na manhã de um sábado primaveril. Encostado às páginas do Génesis em que se narra a criação do homem e da mulher, um papel amarelecido brotou diante de mim, contendo um inocente madrigal.»

LADO A LADO

Banda desenhada de Pascal Thivillon [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

A BARREIRA INVISÍVEL

«Chegada a Amsterdam», de J. Rentes de Carvalho [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA CRIMES BANAIS

«Escreva o seu próprio romance Lobo Antunes em apenas dez passos», de Jorge Pedro Ferreira (texto) & Hugo Pena (ilustrações) [ver imagem das páginas]

BRANCA DE NEVE

Um espaço plural [ver imagem das páginas]