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Pulp Fiction

Círculos

Texto de Florêncio Moniz | Fotografia de Alberto Monteiro

O insecto pousou três vezes na mesma madeixa de cabelo. Houve um esvoaçar de mão tosco e o homem continuou a olhar a palma da outra mão vazia. Esfregou, perro, as rugas dos dedos, como quem tenta apagar os riscos emaranhados de uma frase mal desenhada, apertando mais o fio da boca. Rodou a mão e olhou-a. Detalhadamente.

O sol ia alto agora e veio assim de revés por detrás das nuvens ralas, a palpar-lhe a nuca. Manso. O homem soltou-se da sua mão delgada e piscou os olhos de encontro à luz. Um galo cantou, sem horas, para lá dos muros.

Tantas vezes acordara a pensar renascer, refazer os dias. E sempre cada vez mais tarde. Tantas vezes sentado naquele esboço de muro à margem da estrada, a contar-se histórias de tempo nenhum. O homem deixou cair de novo o olhar sobre as mãos quietas e de novo esfregou o emaranhado de riscos, como quem apaga pegadas na rocha.

[...]

Conto completo na edição em papel...

[fotografia de Alberto Monteiro]