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A Barreira Invisível |
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O homem que não tinha nomeTexto de Pedro Paixão | Ilustração de Rui Lúcio Carvalho[...] É-me difícil interpretar os seus gestos, as expressões da cara que acompanham as palavras. Porque as palavras que vai dizendo, num discurso rápido que parece não ter pausas, podem querer dizer várias coisas. Não sei ao certo quando está a ironizar, a brincar comigo, ou a dizer o que de facto pensa. A t-shirt do adolescente persiste em perturbar-me. Também não consigo interpretar de um modo que me convença o que quer ali dizer aquela palavra dinamite. Usará a t-shirt para honrar os que se suicidaram nos ataques, ou simplesmente para meter respeito a quem o vê, como eu, um simples turista? Ou será que também ele tem a ambição de se transformar numa sagrada bomba assassina? Falam entre si, em árabe, muito depressa. Vão sorvendo o chá. De vez em quando rasgam um pedaço de pão que molham nos pratos em frente e comem. Eu faço o mesmo. É delicioso, um gosto forte a especiarias. [...] Texto completo na edição em papel... |
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