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Um copo de cólera (e outro de tinto)Texto de Pedro Mexia1. Não era este o texto que me tinha comprometido enviar à Periférica. Mas, por várias razões, só posso entrar no tema substantivo depois de uma nota prévia. Espero no próximo número escrever sobre tema mais relevante. Mas, por agora, vamos soprar no balão. 2. Duas ou três pessoas foram avisando: o próximo número da revista Apeadeiro trazia um texto que me «arrasava». Evidentemente, nunca mais gozei de uma noite sem insónia. Sofrer a excomunhão no boletim famalicense é coisa para um autor esperançoso abandonar a arte, negar três vezes antes do canto do galo, fazer uma auto-crítica moscovita, abandonar a vida civil, ir mesmo ao harakiri. Passaram as semanas. E eu sem dormir. Entretanto lá saiu o número 4/5 da Apeadeiro (Inverno 2004). E lá estava a prometida sova: um texto chamado «Crítica Pop-Corn ou o Al-Shaaf Lusíada», que ocupa sete (7) páginas da revista, e no qual sou flagelado como o Cristo de Mel Gibson. Desde logo, fiquei perplexo porque o texto vem assinado «Amadeu Baptista, José Emílio-Nelson, Luís Adriano Carlos». Deve ser erro de impressão. Já escrevi e acompanhei um número suficiente de «textos colectivos» para saber como isso funciona: um fulano redige e os outros assinam. Quando muito metem uma frase. Ou uma vírgula e duas piadolas. [...] Artigo completo na edição em papel... |
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