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Sugestões literárias de Fernando Gouveia[...] O Vermelho e o OnagroStendhalO jornalista francês Stendhal testemunhou durante meses a mais inusitada jornada rumo à Terra da Promissão do proletariado internacional e o registo que dela fez é simultaneamente comovente e inspirador. Em O Vermelho e o Onagro Stendhal, bebendo da literatura de viagens, da epopeia e da hagiografia, consegue um raro grau de cumplicidade entre o leitor e os protagonistas desta história verídica: Cunhal (o eternamente em forma decano dos comunistas portugueses) e um onagro (na verdade, um vulgar burrico, mas com urbanas ânsias de indomabilidade dignas do melhor Che Guevara de esplanada). De realçar o excelente trabalho de tradução/ortodoxização que o editor em boa hora entregou ao jovem e promissor Bernardino Soares. O que se disse e escreveu sobre O Vermelho e o Onagro: «Em O Vermelho e o Onagro respira-se a atmosfera do clássico cervantino: o pragmatismo
pé-na-terra de Dom Quixote (Cunhal) aliado ao dinamismo esclarecido da montada de Sancho Pança (o onagro).
Pena a obra já estar traduzida...» «Fenomenal. O melhor que Stendhal escreveu desde a última vez que escreveu alguma coisa.» «O Platero e Eu dos amanhãs que cantam.» «Um feito só suplantado pela peregrinação do "Quarenta Bocas" à Catedral da Nova Luz.» «Este livro só é importante para quem ignora que tanto o "vermelho" como o "onagro" não passam
de convenções sociais. Como, de resto, a gravidade, o pi (que está na moda considerar 3,14159... e por
aí adiante), ou a mesmíssima "realidade". É, no fundo, o que se infere da perspectiva godeliana do
Princípio da Incerteza de Schrodinger, confirmada pela acepção não-euclidiana dos espaços
transfinitos!» «Li e gostei.» Rubrica completa na edição em papel... |
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