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Pinturas de Salustiano
Portefólio completo na edição em papel...
Créditos e agradecimentos: Fotografias dos quadros realizadas por José Morán. Agradecemos à Galería Begoña Malone (Madrid) a disponibilização de todo o material em formato digital. |
SalustianoRenascimento contemporâneoHá dias muito produtivos. 24 de Novembro passado foi um desses dias. Entre a azáfama da distribuição da revista em Lisboa e a apresentação do número sete nesse fim de tarde, eis que nos vimos com um par de horas livres. Chegámos à FIL com ideias de visitar o Salão do Livro, quis o destino que acabássemos no Arte Lisboa. Os mais cépticos de entre nós à entrada diriam à saída que aquele salão os reconciliara com a arte contemporânea. De muitas propostas interessantes, uma das que mais vincadas nos ficaram foi a de um andaluz de seu nome Salustiano: os seus quadros, de forte impacto, provam que a experimentação não tem que ser uma fuga para a frente rumo à nulidade, que voltar atrás não implica ser retrógrado, que o virtuosismo ainda conta e que é possível fugir à pseudo-intelectual borratice de tela. A primeira referência que nos ocorre ao olhar os quadros de Salustiano é a da pintura renascentista. Ele mesmo não esconde quão determinante foi aquela viagem a Itália em 1992. Veio de lá subjugado por nomes como Piero della Francesca, Filippo Lippi, Domenico Ghirlandaio. E por uma ideia: a de pintar obedecendo a regras muito estritas, como os mestres do Cuatroccento. No seu caso, no entanto, seria uma ditadura auto-imposta: fundo vermelho, figuras de perfil, espaço. A ideia de um portefólio de Salustiano na Periférica começou a ganhar corpo durante a troca de impressões com a simpática representante da galeria que o expunha. Convenientemente, o pintor sevilhano estaria presente no Salão dali a uma hora, mas os compromissos não nos permitiriam o luxo da espera. Assim, só mais tarde, contactando Salustiano, confirmaríamos a sua receptividade à nossa proposta. Um dia destes, talvez passemos por Sevilha. FG |