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Pulp Fiction |
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A históriaTexto de José Ferreira Borges | Ilustração de Francisco LameirãoÀ luz circular do candeeiro, escrevo o memorial deste dia inacabado. Não teria consentido em tal resolução se os incríveis eventos de que darei conta permanecessem dentro das fronteiras do sonho ou do delírio. Acontece que, ao longo do dia, conservei-me tão vigilante como agora, e delirar nunca fez parte das minhas ocupações mundanas. Lá fora, a chuva põe-se a existir com uma violência que me reconforta. A tarde, no entanto, foi de sol — a tarde da minha aventura. É certo que a vertigem da escrita nunca me enfeitiçou. Hoje, porém, a inclinação é irresistível. Regressemos ao início da tarde. Vou a caminho da casa de um homem que escreve histórias. Ele prometeu tornar-me narrador omnisciente de uma das suas efabulações. É provável que não tenha cumprido ainda a promessa na sua totalidade, mas afiançou-me que daria início à história antes de eu o visitar. Por conseguinte, estou convicto de que ele já abriu o labirinto da narrativa, através do qual me investiu da missão de exterminar o oculto minotauro. Além disso, autorizou-me a entrar em sua casa pela porta principal, dispensando-me da formalidade de tocar à campainha. A porta estaria encostada. Que a empurrasse sem escrúpulos e subisse os degraus que nascem no vestíbulo. [...] Conto completo na edição em papel... |
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