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Pulp Fiction |
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O triângulo das coisas mudasTexto de José Ferreira BorgesJosé Maria vive do outro lado da rua, numa casa despida de encanto. Passa os dias a fumar e as horas a marchar no terraço. De lá para cá. De cá para lá. O terraço, por sua vez, passa os anos debruçado sobre um jardim de coisas definhadas. Ao dar descanso ao fumo, José Maria escarra contra aquela desolação. Metade do seu rosto desfigura a outra metade. Em frente à casa de José Maria situa-se a de Maria José. Onde me encontro agora. A realizar a minha vocação para subsistir em algum lado. Maria José (digamo-lo com sinceridade) é uma velha tremendamente feia. A velhice não a desfeou: serve-lhe de desculpa. Nariz de porco, olhos de sapo. Leva os dias a comer, a dormir, a murmurar. [...] Conto completo na edição em papel... |