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Pulp Fiction |
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Ter sorteTexto de J. Rentes de Carvalho | Ilustração de Rui Lúcio Carvalho[...] E de novo as recordações. Estava a pentear-se quando telefonaram da Polícia. Urgente. Sim senhora. O funcionário dizia "xim xenhora". Pousou o aparelho, corrigiu a maquillage e só então avisou os sogros de que o António tinha tido um acidente. Era curioso pensar que nunca entrara num hospital — aquela vez que partira a perna tinha sido internada numa clínica particular e não contava — e o ar abafado, quente, fazia-lhe lembrar o colégio, as freiras, o cheiro de sopa e creolina. A enfermeira disse-lhe que ia demorar porque tinham de operá-lo, e ela sentou-se no corredor, calma, olhando em torno aquele ambiente desconhecido, perplexa de que a monotonia do dia terminasse em tragédia. — Não se pode fumar. Não dera pelo rapaz, talvez porque a cadeira de rodas não fazia ruído. — Ali na salinha pode-se, mas aqui é proibido — acrescentou ele com um sorriso. Sorriu-lhe e guardou o maço de cigarros na bolsa. [...] Conto completo na edição em papel... |
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