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Pulp Fiction |
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O lugar mais óbvioTexto de Richard Zimler | Ilustração de Hugo MuesliMal chegámos à igreja de St. Gregory, a minha mãe disse-me que devia ir ver o meu irmão no caixão para que ficasse com a certeza de que ele estava morto. Sentou-me num banco da igreja e contou-me que durante anos depois de o irmão dela ter morrido subitamente aconteciam-lhe coisas que a deixavam baralhada. «Às vezes via o Alan na rua, na praia, no Central Park, no metro... Era horrível. Depois, quando corria para ele, percebia que era apenas alguém parecido com ele». E acrescentava, com aspereza: «Às vezes nem isso. Todo aquele sofrimento, todos aqueles fantasmas, só por nunca ter visto o meu irmão morto.» — Mas eu não quero ver o Harold dentro do caixão — disse eu. — As pessoas não são todas iguais. Tu sentias essa necessidade, eu não. — Mas tens de o ver! — disse ela em tom ameaçador. — Já te disse que tens do o ver. — Não. Já me basta ter vindo ao funeral. — O funeral não é nada — escarneceu. — É só o princípio! [...] Tradução de JOSÉ LIMA Conto completo na edição em papel... |
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