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Striptease

Tereza Coelho

Texto de Rui Ângelo Araújo | Ilustração de Paulo Araújo

Confesso que o nome de Tereza Coelho só se me tornou familiar com a revista Livros, no início distribuída com O Independente. A Livros transportava, finalmente, para Portugal um conceito que o resto da Europa já conhecia há muito tempo (em Espanha havia a ¿Que Leer?, em França a Lire...), o de uma revista sobre livros, despretensiosa, sem preconceitos de classe, apostada em divulgar e comentar descontraidamente o mais aberto leque de edições. Se foi agradável o surgimento da revista dirigida por Tereza Coelho, foi surpreendente o seu brusco desaparecimento. Malhas que as administrações tecem e em que o cidadão se deixa enredar. Os interesses da Media Capital, o grupo proprietário, eram diametralmente opostos aos de uma revista de livros. A TVI viria demonstrá-lo à saciedade.

Feita a breve travessia do deserto, Tereza Coelho trouxe para o mercado Os Meus Livros, uma versão muito próxima da anterior revista, talvez com umas finanças mais modestas.

Admiro a perseverança de Tereza Coelho, que entretanto fui lendo noutros trabalhos.

Quando a agenda para o número seis da Periférica falhou (era a primeira vez que tínhamos uma agenda...), apressei-me a sugerir um questionário à directora de Os Meus Livros. Estava calor, Portugal ardia e a Tereza, tal como eu, estava de férias. Nada me demoveu. Nem a inépcia do questionário que alinhavei. Ficou, pois, um pouco de frisson via net. Leia, para meu castigo.

[...]

Entrevista completa na edição em papel...

[Tereza Coelho por Paulo Araújo]

«Pessoalmente, gostaria que as mulheres parassem de contar a vida delas, que ser escritor não fosse uma obsessão nacional e que se tornasse mais difícil publicar.»