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VOANDO SOBRE
UM NINHO DE CUCOS

N.º 3 - Outono de 2002

EDITORIAL

«A cada um o Dantas que merece» [ver imagem das páginas]

12 INDOMÁVEIS PATIFES

Apresentação dos novos colaboradores e dos convidados [ver imagem das páginas]

JANELA INDISCRETA

Ilustrações de Blasberg [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

A OESTE NADA DE NOVO

Comentários do trimestre [ver imagem das páginas]

OS CANHÕES DE NAVARONE

«Smell TV», por Rui Ângelo Araújo [ ilustração de Blasberg ] [ver imagem das páginas]

O OITAVO PASSAGEIRO

«Apontamentos de Literatura Portuguesa», por Luísa Costa Gomes [ver imagem das páginas]

«Axioma: as pessoas gostam dos livros que retratam a realidade tal como ela é. E acrescentam: "A mim já me aconteceu aquilo! A mim!" E batem no peito com a mão espalmada. Isso é que é o argumento literário decisivo.»

TEMPOS MODERNOS

«Vizinhança», por Vítor Nogueira [ver imagem das páginas]

«Chega a hora de jantar, vem à janela: "Mané, Pedrinho e Lolita, a Nestlé já está pronta". Claro que está pronta, basta juntar água. Preguiçosa, preguiçosa, preguiçosa! Agora diga-me lá como é que aqueles miúdos vão medrar, criados toda a vida a Nestlé.»

OS 400 GOLPES

«Jovens e sem juízo», por Rui Bebiano [ ilustração de Francisco Legatheaux ] [ver imagem das páginas]

«A veneração do juízo como característica da idade adulta é uma coisa de outro tempo. Da época, cada vez mais distante, em que a "sabedoria dos anos" era instrumento de prestígio e todo o adolescente ansiava pelo instante metamórfico em que se tornaria homem ou mulher.»

MISSÃO IMPOSSÍVEL

«O Navio de Espelhos: crónica de uma livraria anunciada», reportagem por Rui Ângelo Araújo e Carlos Chaves [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI

Fotografias de Margarida Delgado [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

STRIPTEASE

«Júlio Vanzeler», perfil por Maria Filomena e Fernando Gouveia [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

PLANETA DOS MACACOS

Cartoons de Marcos Severi e Airon [ver imagem das páginas]

UM CHÁ NO DESERTO

«O Algarve para lá da praia», reportagem por F. Gouveia e M. Filomena [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

CONTACTO

«Fernando Venâncio», entrevista por Rui A. Araújo e Carlos Chaves [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

1492, A DESCOBERTA DA AMÉRICA

«Carlos Fuentes: uma visão panorâmica da obra narrativa», ensaio de Maria Filomena [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

«Detentor de uma personalidade medularmente interrogante e de um verbo ígneo, bem como de uma presença física aglutinadora das atenções, Carlos Fuentes, obrigatoriamente, inspira reacções contraditórias; jamais a indiferença.»

THE PILLOW BOOK

Selecção literária de Fernando Gouveia e Rui Ângelo Araújo [ver imagem das páginas]

O PADRINHO

Carta para Raymond Mangalo, de J. Rentes de Carvalho [ver imagem das páginas]

PULP FICTION

«Daemon Mater», por Rute Mota [ ilustração de Francisco Lameirão ] [ver imagem das páginas] [ver imagem das páginas]

«E agora que te encontro, carne da minha carne, não te reconheço meu. Tens a vida que escolheste, a vida que quiseste, a tua vida num corpo que é meu — incapaz que foste de renunciar à tua condição felina, roubaste-te de mim.
Condeno-te a renascer até ao fim dos tempos ou até que te encontre meu igual.»

«Lenhador», por Vítor Nogueira [ver imagem das páginas]

«A descida», por José Ferreira Borges [ ilustração de R. A. Araújo ] [ver imagem das páginas]

«Ah, pobre Hermenegilda, como te recordo! Tens vinte e poucos anos. Moras numa vila pacata. Além disso, és tremendamente feia. Nunca ninguém to disse, Hermenegilda? Que importa? Tu sabe-lo bem.»

«Recta», por Nuno Camarinhas [ver imagem das páginas]

«Por vezes os destino...», por J. Rentes de Carvalho [ver imagem das páginas]

«Ele nunca será estrela da ópera, nem escritor, nem pintor. Em vez das obras-primas com que um dia sonhou, o destino não lhe deixa mais do que ser boa pessoa e maquilhar os cadáveres das mulheres que ama.»

O CARTEIRO TOCA SEMPRE DUAS VEZES

«polpas, néctares, salsa e coentros», anacrónicas em dose dupla por Manuel Guimarães e Luísa Costa [ ilustração de R. A. Araújo ] [ver imagem das páginas]

NOS LIMITES DO SILÊNCIO

«Blues for Mary Jane (1)», por Manuel de Freitas [ver imagem das páginas]

«4 Avulsos», por Rui Pires Cabral [ ilustração de Daniela Gomes ] [ver imagem das páginas]

«Desordem – 4 poemas», por José Miguel Silva [ver imagem das páginas]

«Díptico», por Vítor Nogueira [ver imagem das páginas]

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

«2004, o ano da Raça», por Rui Ângelo Araújo [ ilustração de Vasco ] [ver imagem das páginas]

«O português apenas finge dar atenção à política. Quando parece indignado, está de facto a enxotar o tédio. Se invectiva, por vezes, os deputados e ministros, é porque precisa de treinar os impropérios. Quando a espaços sai à rua a manifestar-se é porque não há futebol.»