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O Oitavo Passageiro |
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Agradecemos a: Günter Grass (Lübeck), Steidl Verlag (Göttingen), Dr. Jan Gielkens (Haia), Henriette Hubacher (Barcelona), Antonieta Mendonça (Ratingen), Jan Menkens (Göttingen), Hilke Ohosoling (Lübeck) e Ellen Schalker (Amsterdam). |
Günter Grass é O Oitavo Passageiro nesta segunda viagem da Periférica. O escritor alemão, Prémio Nobel em 1999, nunca antes terá ouvido falar de Vilarelho, mas isso não foi obstáculo para que aceitasse publicar nesta revista "descentralizada". A sugestão, o trabalho sub-reptício e os contactos (quase íamos dizer mafiosos) foram do "padrinho" Rentes de Carvalho. A intenção do convite tem a ver com o desfazer de mitos. Do mito que afirma que a inatingibilidade das coisas está relacionada com a geografia (não está). Mas também do mito que pretende ter enfeudadas certas possibilidades. Como esta, a de publicar uns textos. Desiludam-se. E roa-se de inveja a concorrência: os poemas e as belíssimas aguarelas de Günter Grass destas páginas (inéditos em Portugal) não custaram um tostão. Estão aqui apenas pelos nossos lindos olhos. (Quem diz que a beleza não traz felicidade? A nossa traz. Como a loucura.) Mas há uma outra razão para termos Günter Grass como colaborador neste número. Houve quem duvidasse do que afirmámos no primeiro editorial: «Nos próximos vinte anos queremos arrecadar pelo menos três Prémios Nobel». Lembram-se, gentes de pouca fé? Já só faltam dois... |